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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Regeneração Celular - NAD

O Dinucleótido de nicotinamida e adenina (NAD, acrónimo, em inglês, de Nicotinamide adenine dinucleotide) ou nicotinamida adenina dinucleotídeo ou ainda difosfopiridina nucleotídeo é uma coenzima que apresenta dois estados de oxidação: NAD+ (oxidado) e NADH (reduzido). A forma NADH é obtida pela redução do NAD+ com dois elétrons e aceitação de um próton (H+).
Quimicamente, é um composto orgânico (a forma ativa da vitamina B3) encontrado nas células de todos os seres vivos e usado como "transportador de eletrons" nas reações metabólicas de oxi-redução, tendo um papel preponderante na produção de energia para a célula.
Em sua forma reduzida, NADH, faz a transferência de elétrons durante a fosforilação oxidativa.
Em artigo publicado na revista Cell, em dezembro de 2013, pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard mostraram que é possível reverter alguns dos efeitos do envelhecimento, mediante o aumento dos níveis de NAD+ (que caem naturalmente com a idade, em todas as células do corpo).
Os pesquisadores ministraram mononucleótido de nicotinamida (NMN), um precursor do NAD+, a camundongos de dois anos. Uma semana depois da aplicação do NMN (que o organismo converte naturalmente em NAD+), os músculos desses camundongos de dois anos se tornaram semelhantes aos músculos de ratinhos de seis meses, em termos de função mitocondrial, perda de massa muscular, inflamação e resistência à insulina. Isto corresponderia a transformar os músculos de uma pessoa de 60 anos em músculos de uma pessoa de 20 anos. Embora a força muscular não tenha sido recuperada, a doutora Ana P. Gomes, do Departamento de Genética da Escola Médica de Harvard, acredita que a força muscular possa ser recuperada após um tratamento mais longo.
O método não representa uma "cura" para o envelhecimento. Outros aspectos, como o encurtamento dos telômeros (que formam a estrutura das sequências genéticas) ou eventuais danos ao DNA, não podem ser revertidos. "Parece que nós podemos começar quando já somos mais velhos, mas não muito velhos a ponto de já estarmos danificados. Se começarmos aos 40 anos, provavelmente teremos um envelhecimento muito mais agradável - mas temos de fazer testes clínicos", ponderou a doutora Gomes. Segundo ela, "o envelhecimento é multifatorial, não se trata de um componente único a ser corrigido, por isso é difícil de atingir a coisa toda". O grupo de pesquisa pretende começar os testes clínicos em 2015, mas terapias em humanos ainda são uma perspectiva distante. 
Fonte Wikipedia

quarta-feira, 24 de maio de 2017

QR PORTRAIT

Qual é o seu código? Como é o seu retrato? Como você quer ser pintado?


Vivemos numa sociedade onde todos são registrados de alguma forma, com números de CPF, CI, CRM etc. Os números evoluíram para os códigos, de barra, ou os QR codes que são lidos por leitores ópticos, podendo identificar tudo em seu entorno. Você tem o seu, queria ou não.
Temos o nosso código primordial, o DNA, uma sequência de bases ondes estão todas as informações das quais somos formados, os nossos genes. Dados transferidos para os nossos descendentes, dando assim continuidade à vida.
Temos os códigos de conduta moral e ética, que nos mantêm unidos em sociedade até certo ponto. Códigos que chamamos de leis, as quais devemos respeitar e, em alguns momentos, até refazê-las.
E a arte tem o seu código? Claro! No entanto, em alguns casos, ela também se reinventa, quebrando as velhas regras e reestruturando tudo. Temos os códigos de beleza, com o seu número áureo que desde a antiga Grécia nos encanta. Temos também a arte abstrata que parece não seguir nenhuma regra, mas inconscientemente, tem um padrão fractal.
E assim, os códigos seguem nos guiando. A vida continua bela e indomada, as leis obedecidas pelo mundo, e a infinita arte admirada.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Entrevista com Isaac Furtado sobre cirurgia plástica, arte e saúde.





Como surgiu o interesse pela cirurgia plástica?

Quando decidi fazer medicina já estava pensando na cirurgia plástica. Como artista plástico me agrada muito a ideia de construir o belo.

A quê o senhor atribui o sucesso e o respeito da sociedade com o seu trabalho?
Acredito que a dedicação, a habilidade manual e a seriedade são fundamentais.

Quais as principais dificuldades encontradas desde sua formação até hoje no âmbito profissional?
Entender que existem limitações em alguns resultados. Pois, conforme diz o Prof. Ivo Pitanguy “ o cirurgião, diferentemente do artista plástico, é escravo da anatomia.”

De que maneira avalia o atual mercado de cirurgias plásticas? O senhor acha que a excessiva popularização do segmento é um risco à área?A popularização da cirurgia plástica é consequência dos bons resultados. Já o mercado atual está muito modificado por práticas antiéticas de alguns cirurgiões ( como exposição de fotos de pacientes e muita autopromoção, o que é proibido pelo Conselho Federal de Medicina).

Profissionalmente falando, quais os próximos passos na sua carreira médica?

Esse ano estou completando 20 anos de cirurgia plástica. E ano que vem pretendo construir uma clínica, com uma equipe integrada em prol do bem estar e da beleza.

Se tivesse que arriscar uma resposta, como o senhor acha que estará o mercado de cirurgia plástica daqui a 10 anos? Alguma revolução poderá ser vista em 2025?Como pessoa, qual sua expectativa para a próxima década?A cirurgia estética é um mercado para poucos, e os resultados são lentos. É como o mercado de luxo, acredito que em 10 anos vai melhorar. Acredito que vai surgir muita coisa boa para cicatrização, decorrente de manipulação genética e nanotecnologia. Com relação as técnicas cirúrgicas apenas alguns aperfeiçoamentos e cicatrizes menores.

Parte considerável da classe médica critica de forma veemente o programa “Mais Médicos”. Qual sua avaliação sobre o tema?O médico tem que ter uma boa formação e muitas universidades não oferecem isso. Estando formado, todos procuram um bom salário e condições de trabalho razoáveis. Muitos locais do programa Mais Médicos não oferecem isso. Hoje, a maioria dos brasileiros inscritos no primeiro ano já abandonaram o programa. É uma ajuda muita paliativa.

Qual sua sugestão para uma melhoria do funcionamento da saúde pública no País?
Mais educação e menos corrupção.



O senhor integra o seleto grupo de médicos que estudaram com o professor Ivo Pitanguy. Como define a importância dele em sua carreira?
Não sei como teria sido minha formação e se eu não tivesse participado dessa escola. A filosofia do Professor Pitanguy foi um marco na minha carreira.


Sobre sua veia artística, como teve início?
Desde criança já venho pintando. É um dom que sempre me acompanhou e me ajuda na cirurgia plástica na avaliação de simetria, harmonia e proporção.


Quais artistas mais influenciaram na sua forma de se expressar?
Artistas locais eu citaria: Descartes Gadelha e Antônio Bandeira. Internacionais são muitos! Dos renascentistas, barrocos e impressionistas.


Qual o planejamento a médio prazo para sua carreira artística?
Todo ano faço uma exposição. Além dos livros de poesia. Agora como membro da Academia Cearense de Médicos Escritores, sinto-me na obrigação de divulgar mais ainda nossa cultura.


Como o senhor cuida do corpo, da saúde e da aparência? É um homem vaidoso?
Tudo na medida certa. Mantenho meu peso há mais de 15 anos. Faço atividades aeróbicas, como caminhadas e os Ritos Tibetanos, que oferecem um excelente alongamento e meditação. Vivo na “fogueira das vaidades”, mas procuro não me queimar. A vaidade tem seu ponto de equilíbrio.


De que maneira administra o tempo entre o trabalho e a família?
Faço muitas coisas durante o dia, entre cirurgias, consultório, artes visuais, literatura e família. A ordem dessas atividades altera muito.


Qual seu tipo de música preferida?
Gosto muito de jazz e bossa nova.


O que curte fazer nas horas vagas?
Tomar um bom vinho harmonizado com a gastronomia. Claro, na companhia da minha mulher.


Para finalizar, se pudesse mudar algo no mundo, o que seria?
A solução para tudo está no autoconhecimento, que alcançado através da cultura e da aceitação da nossa impermanência. Temos que aproveitar cada momento, pois, como dizia Horácio: “Carpe diem!”

Entrevista para Coluna Frisson: http://cnews.com.br/frisson/entretenimento/92752/isaac_furtado



domingo, 31 de maio de 2015

ENVELHECIMENTO FACIAL PARTE II

Para alguns, as rugas são sinais de experiência e maturidade, mas para grande maioria das pessoas, principalmente as mulheres, são apenas sinal de envelhecimento da pele. Aprender que o corpo e a mente envelhecem é diferente. A atitude diante do envelhecimento é uma reação que pode ser positiva ou negativa. A reação positiva é feita com uma diminuição no ritmo de trabalho, mas nunca parar totalmente. Aprender que o metabolismo do corpo é diferente, e que a mente não tem o mesmo poder de aprendizado. Logo, a mente e o corpo têm que ser estimulados, eles não podem parar.
Da mesma maneira é a estética facial. As rugas são uma somatória de todos os anos de exposição ao sol e as intempéries do tempo, mas elas não são sinais de experiência. O envelhecer com dignidade é uma atitude positiva, não é voltar a ter vinte anos, é cuidar bem da mente, do corpo e da estética. E o tratamento da pele começa com a PREVENÇÃO, e desde cedo.

Os cuidados com a pele são cinco. Primeiro, a PROTEÇÃO SOLAR. A história começa desde cedo, quando ainda somos crianças e nos expomos ao sol sem nenhuma proteção. Aquele bronzeado que todos acham bonito irá após muitas exposições causar danos irreversíveis na pele, e que só irão se manifestar na idade adulta, sendo este um dos principais causadores do envelhecimento. Os raios ultravioletas do sol são responsáveis pelo fotoenvelhecimento (Actínico) e devem ser combatidos com a prevenção ( não se expor ao sol) e a foto proteção ( protetores físicos e químicos).
O segundo cuidado é a HIDRATAÇÃO. Os fatores externos como vento, frio, maquiagens podem levar a uma desidratação da pele, ressecando e acentuando as rugas. A hidratação deve ser feita pelo menos duas vezes ao dia, ou após o banho. E não apenas na face, mas em todo corpo, mãos, pés etc.
O terceiro item é a EXFOLIAÇÃO. As células da pele, com a idade, vão se acumulando em uma camada superficial de células mortas, que formam rugas finas e diminuem a elasticidade de pele. A exfoliação é feita de três formas: física, química e mecânica. São os chamados “Pellings” que irão retirar está camada superficial e estimular uma nova pele, mais jovem e viscosa. São usados Ácidos, Lasers e produtos abrasivos para fazer este “pelling”.
A TONIFICAÇÃO é o quarto cuidado. Para estimular a formação de colágeno que determina a elasticidade da pele, muitas vezes é necessária uma ação local e outra sistêmica. Na forma de cremes com nanopartículas que irão penetrar na pele e estimular a formação de fibras de colágeno no local. Ou, pela ingestão de suplementos e alimentos que vão aumentar a síntese de colágeno no organismo.
O último cuidado é o CLAREAMENTO. As manchas actínicas ( causadas pelo sol) e as gravídicas ( melasmas) são de difícil tratamento. O clareamento tem o intuito de homogeneizar a cor da pele. Substâncias como a Hidroquinona, que clareiam a pele, são eficazes, mas ao menor contato com o sol as manchas podem voltar. Tornando assim este tratamento contínuo e sendo impreterível evitar o sol.
Desta forma, esses cinco cuidados com a pele são necessários e constantes se a pessoa quiser manter uma aparência jovem e uma pele sem rugas. Mas, outras armas são necessárias quando o envelhecimento já está instalado: preenchimentos ( com Ácido Hialurônico), toxina botulínica (Botox) e cirurgias ( Blefaroplastia – pálpebras e Ritidoplastia – face e pescoço). Todo este arsenal tem apenas um objetivo, retardar, ou retirar a máscara do tempo, atenuando as marcas que os anos imprimiram. A medicina evoluiu muito, hoje vemos atrizes de setenta anos com uma pele de quarenta, ou menos. Mas, para que esta evolução seja completa é necessário equilíbrio e harmonia da aparência com a saúde interna, do psiquê com a mente. Pois, é esta homeostase que representa a atitude positiva diante do envelhecimento, onde tudo se resume na felicidade interior que se exterioriza para que haja uma relação melhor entre todos.

Matéria publicada no Jornal Gazeta do Centro-Oeste edição de 26 de maio de 2015.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Nas fronteiras do cérebro

Na antiga civilização Egípcia o nosso cérebro não era muito valorizado. Tanto é que, no processo de mumificação, ele era o primeiro a ser eliminado e esvaziado pelo nariz. O coração sim, este foi por muitos séculos considerado a fonte da vida e do saber. Hoje, em pleno século XXI, estamos mais próximos do que nunca de desvendar os segredos do cérebro. Da sua anatomia já sabemos muito, da sua fisiologia estamos cada vez mais próximos de entender os processos muito delicados de como funciona a memória, do caminho das vias sensitivas e motoras até as funções cognitivas. Freud já estudou muito os nossos sonhos, e deles retirou muitas interpretações que ainda hoje são discutidas por psiquiatras e estudiosos da área. Ele foi fundo, lá no nosso inconsciente, nas memórias mais escondidas e ocultas. No século XX, muito foi descoberto do córtex, das áreas específicas como visão, fala e audição. Os processos degenerativos do cérebro, como Alzheimer e Parkinson, são cada vez mais decifrados, podendo estar ligados a genes ativados ou desativados de modo anormal. Onde medicamentos e intervenções cirúrgicas são utilizados para diminuir o avanço destas patologias. No entanto, muito ainda falta. Com o advento da computação, houve uma oportunidade de criar programas, para que possamos fazer estudos de como o cérebro realmente funcionaria. Com a cibernética e a robótica foi criada uma interface entre o homem e a máquina. Hoje, já vemos mãos biônicas que são controladas por sensores fazendo uma conexão entre neurônios e cabos elétricos. Sensores ligados à retina fazendo pessoas enxergar novamente. Exoesqueletos já estão em andamento para que deficientes possam andar. Um cientista brasileiro, Dr. Miguel Nicolelis e os seus colegas da Universidade de Duke, têm planos de fazer uma criança paraplégica dar o pontapé inicial na copa do mundo em junho. Estudos em ratos demonstram áreas da memória que brilham quando ativadas. As cores do pensamento começam a ser pintadas em uma tela maravilhosa, e o artista principal com apenas 1,4 quilo tem muito a nos encantar. Acredito que muita coisa boa ainda está por vir, que nossos neurônios façam trocas com redes de informação através de terabytes para computadores super avançados. Que back-ups da nossa memória sejam feitos, e também possamos aprender apenas nos conectando a um pen-drive, ou algo parecido. Ficção? Talvez, mas só o futuro nos dirá!