SHAPI é o acrônimo de “SAFETY, HEALTHY and AESTHETIC PHISICAL IMPROVEMENT” (melhoria física estética com segurança e saúde). Pois, a cirurgia plástica é apenas uma etapa com as Cirurgias do Contorno Corporal (Lipoaspiração, Mamoplastia, Abdominoplastia). A Dermatologia coadjuvante é fundamental para a manutenção de uma boa pele através da hidratação, proteção, solar, esfoliação e clareamento. A Preparação Física, a Nutrologia e a Psicologia, também são importantes na manutenção do peso, da beleza e para melhor compreensão do corpo sem exageros e transformações desmedidas. O SHAPI tem o compromisso com a harmonia do corpo, através da proporção das medidas, como ombro, cintura e quadril. Que , tanto nos homens, como nas mulheres tem a sua medida ideal. Evitando exageros nos tamanhos de próteses de mama, e no enxerto da região glútea. Em pacientes que fizeram a Gastroplastia Redutora e evoluíram com grande perda ponderal, também é importante a harmonia das regiões através de cirurgias bem programadas. Enfim, o SHAPI é um conjunto de orientações em prol de um corpo bonito e saudável. Cuide-se!
Beleza imortal vai além do anseio fáustico da eterna juventude. Devemos fazer de cada momento o melhor, sabendo que a busca da felicidade é um grande objetivo. Felicidade que pode ser encontrada numa cirurgia plástica, na ajuda ao próximo, ou no auto-conhecimento. A beleza imortal é o seu legado para humanidade, seja ele um livro, um quadro, ou simplesmente a educação que você deu ao seu filho.
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quarta-feira, 1 de novembro de 2017
quarta-feira, 30 de março de 2016
Reflexões & Ações
Existem momentos para agir e outros para refletir. Na cirurgia plástica observamos algumas intervenções intempestivas ou exageradas. Às vezes, o mais difícil é não operar. Dizer não para um paciente pode ser frustante, no entanto pode ser fundamental. A indicação da cirurgia não é apenas clínica, mas também psicológica.
Com 20 anos de atuação na cirurgia plástica, observamos padrões comportamentais em vários grupos. Como a adolescente que quer colocar uma prótese mamária ou fazer uma lipoaspiração; ou uma senhora que quer retomar seu casamento fazendo algumas cirurgias. Ou ainda, os pacientes ex-obesos que fizeram a cirurgia bariátrica e mudaram completamente seu estilo de vida. São padrões comportamentais distintos, e cabe ao cirurgião diagnosticar as alterações, e operar ou não.
Diante, das distintas possibilidades nas diversas atuações da cirurgia plástica, optamos por intervenções mais discretas, menos invasivas e pontuais (sem muitas cirurgias associadas). Na face, estamos na terceira geração da Ritidoplastia, com cicatrizes bem menores e recuperação mais rápida. Nos pacientes ex-obesos, fizemos um planejamento de 4 regiões bem definidas. No contorno corporal, acrescentamos a Lipoescultura com enxertia na região Glútea.
Desta forma, fazemos o papel de cirurgião plástico, não de esteticista ou dermatologista. Encaminhamos sempre para os melhores Dermatologistas os nossos pacientes para manutenção dos tratamentos, e temos muitos retornos dos mesmos.
Assim, refletindo para uma melhor conduta, e atuando com a cirurgia mais sensata, obtemos os melhores resultados. Refletindo e agindo!
Isaac Furtado
CRM 5243 RQE 1429
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Planejamento das Cirurgias Plásticas no paciente Ex-obeso
A cirurgia plástica no Ex-obeso é hoje uma nova categoria dentro da especialidade. São cirurgias que envolvem um cuidado redobrado, tanto na parte clínica (com atenção para anemia), como na parte cirúrgica (pelo risco aumentado de hematomas e deiscências das suturas). Elas são feitas em praticamente todas as regiões do corpo, devido à quantidade de pele que sobra após a grande redução ponderal. Na face: a Ritidoplastia (lift), e a Blefaroplastia (pálpebras); no corpo: Mastopexia com prótese de mama, Abdominoplastia (normal, em Âncora, ou Circunferencial, quando necessário), Flancoplastia, Gluteoplastia, Lift de braços e de coxas, e Toracoplastia.
Quando os cirurgiões plásticos começaram a fazer estas cirurgias, não havia ainda uma padronização, ou adaptação para estes pacientes ex-obesos. Muitas complicações eram devido aos grandes descolamentos, que hoje, sabemos serem desnecessários. Grandes transformações foram feitas para melhorar o tratamento destes pacientes.
As primeiras Gastroplastias eram abertas, com grandes incisões medianas acima do umbigo. Logo, no tratamento do abdome as incisões medianas eram feitas com mais frequência. Hoje, com as cirurgias por vídeo, as pequenas incisões resultantes nos fazem optar por outro tipo de abdominoplastia, a circunferencial. No entanto, o abdome é apenas um capítulo à parte dos pacientes ex-obesos. Temos que ver o todo, avaliando sempre o lado psicológico destes pacientes, e planejar muito bem a sequência e a associação das cirurgias a serem feitas.
Optamos por fazer uma divisão do corpo em quatro partes: 1- face e pescoço; 2- mama, tórax e braços; 3- abdome e dorso; e 4- coxas e pernas. Desta maneira, com quatro cirurgias podemos tratar todas as regiões, quando indicadas, ou necessárias. A ordem delas pode ser optada pelo paciente, sendo, normalmente, aquela região que mais o incomoda, a primeira.
A parte 1 é mais acometida em pacientes acima dos quarenta anos, com flacidez no terço médio e inferior da face, e principalmente, no pescoço. O tratamento para estes casos é a Ritidoplastia (ou Lift facial), com preenchimentos faciais posteriormente.
A parte 2 é bem extensa, e pode ser necessária uma cirurgia mais ampla, a Toracobraquio-mamoplastia, normalmente com colocação de próteses de mamas. Onde são tratados os braços, a lateral do tórax, e a ptose mamária (presente em praticamente 100% dos casos).
A parte 3 é tratada com a Abdominoplastia, que muitas vezes tem uma cicatriz estendida posteriormente, para tratamento dos flancos e dorso (a Abdominoplastia circunferencial), o abdome em Âncora, com cicatriz mediana é deixado para casos mais extremos. Em alguns casos, pode ser utilizado o excesso de tecido lateral dos flancos como retalho para preenchimento da região glútea.
A parte 4, normalmente, é a última a ser feita, com a retirada da flacidez das coxas, com a Cruroplastia, ou Lift crural. Com uma cicatriz que desce pela região inguinal, coxa interna, até no joelho.
Todas as cirurgias realizadas nestes pacientes têm como objetivo aumentar sua auto-estima. Mesmo com muitas cicatrizes, o tratamento retira os últimos estigmas da obesidade extrema, ao eliminar o grande excesso de pele.
Matéria publicada no Jornal Gazeta do Centro-Oeste
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
A obesidade epidêmica
A obesidade
vem adquirindo proporções epidêmicas, com um bilhão de obesos no mundo, ela é considerada uma doença universal e um dos principais problemas de saúde pública
da sociedade moderna. Os riscos acarretados pela obesidade são associados às
doenças crônicas, como diabetes mellitus, dislipidemia, doenças cardiovasculares,
alterações da coagulação, doenças articulares degenerativas, neoplasias, apneia
do sono etc. Os pacientes com obesidade grave, chamada de obesidade mórbida,
têm um aumento de 250% na mortalidade em relação a pacientes não obesos.
O diagnóstico deve ser etiológico, qualitativo, e quantitativo. O
diagnóstico quantitativo se refere à massa corpórea ou à massa de tecido
adiposo. Na prática o cálculo do índice de massa corpórea ( IMC ou BMI, de body mass índex ), que é o peso (em
quilos) dividido pelo quadrado da altura (em metros), é ainda o mais utilizado.
E o diagnóstico qualitativo se refere à distribuição de gordura corporal ou à
presença de adiposidade visceral. Quando esta gordura é centralizada tem um
pior prognóstico com relação às doenças cardiovasculares e metabólicas.
O tratamento da obesidade não é meramente estético, mas tem como função
a reintegração do obeso á sociedade ativa. Inicialmente, o tratamento é
dietético e comportamental, associado a uma atividade física monitorizada.
Muitas vezes torna-se necessário um acompanhamento psicológico, e o uso de
fármacos como complementação em alguns casos. Na obesidade mórbida, o
tratamento é a cirurgia de redução gástrica, chamada de Cirurgia Bariátrica. A
cirurgia feita normalmente por laparoscopia (pequenos furos no abdome), onde o
estômago é desviado do seu trânsito e é feita uma derivação das alças do
intestino. Existe uma alteração metabólica e física de toda digestão, e doze
meses após a cirurgia, os pacientes sofrem uma perda de peso em média de 40%,
determinando um grande excesso de pele em diversas áreas do corpo. Após este
período, existe a necessidade e a indicação da cirurgia plástica, que irá
depender de fatores individuais como a elasticidade da pele, a idade, a distribuição
da gordura anteriormente. As cirurgias realizadas nestes pacientes têm como
objetivo aumentar sua auto-estima, concluindo o tratamento sem os estigmas da
obesidade extrema.
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